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2025, "Toró"
Investigo a relação entre corpo, floresta e chuva na Amazônia.
Não se trata apenas de representar uma cena, mas de provocar a sensação de estar dentro do toró, com o ar pesado, a luz atravessada por água e a umidade grudando na pele.
A chuva não é um fundo: ela interfere, apaga, distorce. Atravessa a imagem como atravessa o corpo.
Na pintura, uso a espessura da tinta pra construir essa atmosfera densa, onde figura e paisagem se misturam.
Tudo está molhado: o rio, a floresta, o tempo.

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